Como Pagar INSS Desempregado? Guia Completo e Atualizado

Sumário

Pagar INSS Desempregado

Como pagar o INSS desempregado? Essa é uma questão para aqueles contribuintes que, por algum motivo, estão fora do mercado de trabalho e não querem prejudicar a sua aposentadoria.

Portanto, no texto de hoje, eu vou explicar como pagar o INSS desempregado e quais as vantagens de continuar contribuindo nesta situação.

Também vou apresentar um passo a passo completo e explicar quais os direitos previdenciários do desempregado no INSS.

Ficou interessado? Neste texto, você vai descobrir:

Quem está desempregado pode contribuir com o INSS?

Quem está desempregado pode contribuir com o INSS? A resposta é sim

Quem está desempregado pode contribuir com o INSS como contribuinte facultativo.

O contribuinte facultativo é aquela pessoa com mais de 16 anos que não exerce atividade remunerada, mas paga o INSS para ter direito aos seus benefícios previdenciários.

Ou seja, é a situação exatamente daquela pessoa que está desempregada.

Porém, antes de começar a contribuir como contribuinte facultativo, aquela pessoa em situação de desemprego deve primeiro verificar as vantagens de realizar tais contribuições.

Além disso, deve identificar quanto deve pagar e qual o procedimento correto para realizar tais contribuições.

Quais as vantagens de pagar o INSS desempregado?

Há 2 vantagens principais em continuar contribuindo com o INSS mesmo estando desempregado:

  1. Manter a qualidade de segurado;
  2. Aumentar o tempo de contribuição.

Sendo realista, é claro que nem todo mundo que está desempregado tem condições de continuar contribuindo com o INSS.

Afinal, em uma situação de desemprego, a pessoa pode ficar completamente sem renda e, ainda assim, precisa suprir as suas necessidades básicas e de sua família.

Gastos com alimentação, saúde, educação, moradia e até mesmo um pouco de lazer.

Porém, cabendo no orçamento, investir em sua previdência pode garantir uma proteção maior nesta situação e ainda permitir a sua aposentadoria no momento adequado.

Agende uma consulta e evite atrasos ou prejuízos na sua aposentadoria, seja agora ou no futuro.

Quanto pagar para o INSS desempregado?

O desempregado pode contribuir com o INSS como contribuinte facultativo.

E há 3 modalidades de contribuição como contribuinte facultativo que o desempregado pode optar:

Em cada um destes planos, o valor da contribuição será diferente.

Portanto, vamos explicar cada um deles separadamente.

Facultativo Baixa Renda

Pelo plano facultativo baixa renda, a contribuição pode ser de 5% sobre 1 salário mínimo.

Em 2025, o salário mínimo é R$ 1.518,00.

Portanto, o valor da contribuição mensal nesta modalidade será R$ 75,90.

Plano simplificado

Já pelo plano simplificado, pode ser de 11% sobre 1 salário mínimo.

Em 2025, o salário mínimo é R$ 1.518,00.

Portanto, o valor da contribuição mensal nesta modalidade será R$ 166,98.

Plano normal

E, pelo plano normal, pode ser de 20% sobre um valor definido pelo próprio contribuinte entre o salário mínimo e o teto do INSS.

Em 2025, o salário mínimo é R$ 1.518,00.

E o teto do INSS é R$ 8.157,41.

Portanto, o valor da contribuição mensal pode variar de R$ 303,60 a R$ 1.631,48.

Qual opção escolher?

A melhor escolha depende do equilíbrio entre custo-benefício e as possibilidades reais de contribuição. Cada plano atende perfis diferentes, e a decisão fica muito mais segura quando você analisa sua situação dentro de um planejamento previdenciário completo.

Por exemplo: quem está com o orçamento apertado pode usar o simplificado ou o baixa renda para manter a proteção previdenciária sem pesar no bolso.

Porém, isso pode não ser suficiente para quem deseja melhorar o valor futuro da aposentadoria ou recuperar períodos com contribuições mais altas (nesses casos, o plano normal costuma fazer mais sentido).

Além disso, alguns segurados nem podem optar pelo baixa renda, o que reforça a importância de verificar requisitos e consequências antes de escolher.

Por fim, cada modalidade impacta de forma diferente no cálculo da aposentadoria e nos demais benefícios. Por isso, avaliar todas as opções dentro de um planejamento previdenciário ajuda a encontrar o ponto ideal entre aquilo que você pode pagar hoje e o que deseja garantir no futuro.

Passo a passo para pagar o INSS desempregado

Após identificar o melhor plano de contribuição, o desempregado possui pelo menos 3 caminhos para recolher as suas contribuições previdenciárias para o INSS:

  1. Pelo Sistema de Acréscimos Legais (SAL) da Receita Federal;
  2. Pelo aplicativo do banco conveniado; ou
  3. Por um carnê do INSS.

Eu vou explicar o caminho pelo Sistema de Acréscimos Legais (SAL) da Receita Federal.

Porém, ao entender essa opção, você também poderá fazer o pagamento com base nos demais caminhos, pois a lógica será a mesma.

Pagar INSS desempregado pelo Sistema de Acréscimos Legais (SAL)

Primeiramente, você deve acessar o Sistema de Acréscimos Legais (SAL) da Receita Federal.

Este é o sistema desenvolvido pela Receita Federal para emitir a Guia da Previdência Social (GPS).

Em seguida, deve escolher a opção Contribuintes Filiados a partir de 29/11/1999.

E depois a categoria Facultativo, informando o seu número do NIT/PIS/PASEP.

Após preencher essas informações, você deve confirmar os seus dados cadastrais.

Por fim, deve informar a competência (mês a que a contribuição se refere) e o valor do salário de contribuição, bem como escolher o código e a data de pagamento.

Em relação à data de pagamento, você deve pagar a sua contribuição até o dia 15 do mês seguinte.

Ou seja, se a contribuição é referente ao mês de junho, você deve pagá-la até o dia 15 de julho.

Dessa forma, vai evitar a incidência de juros e multas.

Já os códigos de pagamento disponíveis são os seguintes:

  • 1406 – Facultativo Mensal – NIT/PIS/PASEP;
  • 1473 – Facultativo – Opção 11% (art. 80 da LC 123/2006) Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP; e
  • 1929 – Facultativo Baixa Renda – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP.

Vale observar que cada um destes códigos corresponde a um dos planos de contribuição que a pessoa em desemprego pode optar para contribuir com o INSS:

Por fim, basta gerar a GPS e efetuar o pagamento.

Posso contribuir para o INSS enquanto recebo seguro-desemprego?

É possível contribuir como contribuinte facultativo enquanto recebe o seguro-desemprego.

Ou seja, o fato de estar recebendo seguro-desemprego não impede a pessoa de contribuir com o INSS.

Além disso, é importante observar que o período de recebimento do seguro-desemprego não conta como tempo de contribuição se não houver recolhimento como contribuinte facultativo.

Portanto, além de possível, pode ser necessário continuar contribuindo enquanto recebe o seguro-desemprego para não atrasar ou prejudicar a sua aposentadoria.

Quais os direitos do desempregado no INSS?

Mesmo desempregado, um trabalhador continua a ter acesso a diversos direitos e benefícios oferecidos pelo INSS, especialmente se estiver dentro do período de graça.

Esses direitos são fundamentais para garantir a segurança social e o suporte financeiro em momentos de necessidade.

Os principais benefícios que o desempregado pode acessar são os seguintes:

  1. Aposentadoria no futuro;
  2. Benefícios por incapacidade (auxílio-doença e aposentadoria por invalidez);
  3. Salário-maternidade; e
  4. Pensão por morte para os dependentes.

Porém, é importante verificar se o desempregado ainda possui a qualidade de segurado, seja porque está dentro do período de graça ou porque está contribuindo com o INSS.

É que todos esses direitos são exclusivos para os contribuintes que possuem a qualidade de segurado do INSS, sendo que é possível manter esta qualidade mesmo desempregado durante o período de graça ou se estiver contribuindo como contribuinte facultativo.

Por fim, o desempregado ainda pode ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), que não depende da condição de segurado ou de contribuições para o INSS.

O que é o período de graça para o desempregado?

O período de graça é um período durante o qual um trabalhador mantém a qualidade de segurado após parar de pagar o INSS. É como se fosse uma “extensão” da proteção previdenciária.

Durante esse período, o indivíduo continua a ter direito a diversos benefícios previdenciários, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte para seus dependentes, entre outros.

Ou seja, enquanto está trabalhando, a pessoa está contribuindo com o INSS.

Portanto, tem a qualidade de segurado do INSS.

Ao parar de contribuir, o trabalhador ainda mantém esta qualidade durante o período de graça.

Portanto, desde que cumpridos os demais requisitos, continua tendo direito a diversos benefícios previdenciários.

Quanto tempo dura o período de graça para o desempregado?

No caso dos empregados, trabalhadores avulsos, contribuintes individuais e segurados especiais que deixam de exercer atividade remunerada, o período de graça dura inicialmente 12 meses a partir da cessação das contribuições.

Porém, este prazo pode ser prorrogado para 24 meses se o segurado já tiver pago mais de 120 contribuições mensais (10 anos de contribuição).

Todavia, a prorrogação só é possível se estas 120 contribuições forem realizadas sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado.

Além disso, se este segurado estiver em situação de desemprego involuntário, também pode ganhar mais 12 meses de período de graça.

Para comprovar o desemprego involuntário, o ideal é estar cadastrado no Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou em órgão oficial vinculado à Secretaria de Trabalho e Emprego.

Por fim, é importante mencionar que, para o contribuinte facultativo, o período de graça é de apenas 6 meses após a cessação das contribuições.

E ainda há regras específicas para o segurado acometido de doença de segregação compulsória, para o segurado retido ou recluso e para o segurado incorporado às Forças Armadas.

Quer saber a melhor aposentadoria para o seu caso?

Conclusão

Quem está desempregado pode contribuir com o INSS como contribuinte facultativo.

Porém, antes de começar a contribuir como contribuinte facultativo, aquela pessoa em situação de desemprego deve primeiro verificar as vantagens de realizar tais contribuições.

Para ter certeza das vantagens e desvantagens de pagar o INSS desempregado, é recomendável procurar um advogado especialista em INSS para uma consulta ou planejamento previdenciário.

Caso tenha interesse, o nosso escritório está à disposição para ajudar.

Basta entrar em contato.

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