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Simulador de aposentadoria

Simulador de Aposentadoria: Como Simular a Aposentadoria no INSS? Atualizado 2024

Você sabe o que é um simulador de aposentadoria? Há alguns caminhos simular a sua aposentadoria.

Inclusive, o próprio INSS oferece um serviço de simulação de aposentadoria.

Todavia, esse serviço oferecido pelo próprio INSS ainda possui algumas falhas. Dessa forma, se você confiar apenas no simulador do INSS, pode acabar sofrendo prejuízos na sua aposentadoria.

Por isso, hoje eu vou explicar o que é um simulador de aposentadoria, o passo a passo para usar o simulador do INSS e apresentar a forma mais segura de simular a sua aposentadoria.

Ficou interessado? Neste texto, você vai descobrir:

O que é o simulador de aposentadoria?

O simulador de aposentadoria é um sistema por meio do qual o contribuinte consegue visualizar a sua situação previdenciária, bem como quando terá direito e quanto receberá em sua aposentadoria.

Dentro da situação previdenciária, o simulador deve informar o tempo de contribuição, a carência e a quantidade de pontos do contribuinte.

Além disso, uma simulação mais completa consegue apresentar uma análise de custo-benefício entre cada uma das hipóteses possíveis de aposentadoria conforme o seu histórico-previdenciário.

Isso é muito importante porque, após a reforma da previdência, há mais de 30 opções de aposentadoria, entre regras antigas para quem tem direito adquirido, regras de transição e novas regras.

Opções de simulador de aposentadoria

Há 3 opções principais de simulador de aposentadoria:

  1. Simulador do INSS;
  2. Calculadoras disponíveis na internet; e
  3. Simulação em consulta ou planejamento previdenciário.

Vou falar sobre cada uma dessas opções de simulador para você entender melhor.

1. Simulador do INSS

O simulador de aposentadoria mais conhecido é o simulador do próprio INSS.

O contribuinte pode consultar esse simulador pela Plataforma Meu INSS, por meio do site ou do aplicativo para celular.

Entretanto, o simulador do INSS possui alguns problemas que o tornam pouco confiáveis em alguns casos.

Em primeiro lugar, o simulador se baseia exclusivamente nas informações do seu Extrato de Contribuições (CNIS). Porém, nem sempre essas informações estão corretas.

Além disso, o simulador do INSS analisa apenas 7 possibilidades de aposentadoria. Porém, após a reforma da previdência, há mais de 30 hipóteses de aposentadoria previstas pela legislação.

Entre outros problemas e limitações que eu vou explicar com mais detalhes daqui a pouco.

A boa notícia é que esse não é o único simulador de aposentadoria que existe e não necessariamente é o mais adequado para o seu caso.

2. Calculadoras de aposentadoria disponíveis na internet

Além do simulador do INSS, há calculadoras automáticas disponíveis na internet.

Com uma simples busca no Google por calculadoras de aposentadoria, você vai encontrar diversas calculadoras gratuitas na internet que oferecem simulações de aposentadoria.

Porém, essas calculadoras também costumam ser muito simples, pois exigem que o próprio contribuinte faça a contagem correta do seu tempo de contribuição e da sua carência.

Além disso, também não comparam as diversas possibilidades existentes de aposentadoria para que o contribuinte consiga identificar a melhor para o seu caso.

3. Consulta ou planejamento previdenciário

Por fim, também é possível obter uma simulação de aposentadoria em uma consulta ou planejamento previdenciário com um especialista.

Essa vai ser a simulação de aposentadoria mais completa que você vai conseguir obter.

Um especialista vai calcular o seu tempo de contribuição corretamente, considerando inclusive aquelas situações que o INSS não inclui automaticamente no Extrato de Contribuições (CNIS).

E também vai comparar todas as hipóteses existentes de aposentadoria para verificar a regra com melhor custo-benefício para o seu caso, entre as regras antigas (direito adquirido), as regras de transição e as novas regras.

Simulador de aposentadoria do INSS

Como eu disse, o simulador de aposentadoria mais “famoso” é o simulador do próprio INSS.

Esse simulador é bastante limitado, mas pode ajudar em alguns casos mais simples.

Agora eu vou explicar um passo a passo para você conseguir usar o simulador de aposentadoria do INSS.

Para acessar o simulador do INSS, você deve acessar a Plataforma Meu INSS por meio do site dou aplicativo de celular.

Passo a passo para consultar o simulador do INSS

O passo a passo que eu vou explicar é por meio do site.

Porém, o caminho é praticamente o mesmo para acessar o simulador do INSS pelo aplicativo.

Passo 1: acessar o Meu INSS

O primeiro passo para acessar o simulador de aposentadoria do INSS é acessar a Plataforma Meu INSS.

Basta acessar o site ou o aplicativo do Meu INSS e fazer login com a sua conta gov.br:

Passo 2: Pesquisar “Simular Aposentadoria”

Após fazer o login, você deve procurar por “Simular Aposentadoria” na barra de pesquisa do Meu INSS:

Pesquisar Simular Aposentadoria Meu INSS

Passo 3: resultado da simulação

Por fim, você vai obter o resultado da simulação.

Esse resultado informa sua idade e o seu tempo de contribuição, bem como se você já preenche os resultados de uma das 7 regras de aposentadoria que o simulador considera.

Infelizmente, o simulador considera apenas essas 7 regras e deixa todas as outras de fora.

Além disso, o tempo de contribuição calculado não necessariamente está correto porque é baseado nas informações apenas do seu Extrato Previdenciário (CNIS).

E você pode baixar esse resultado em PDF para consultar quando quiser.

Vou explicar com mais detalhes que informações são essas apresentadas pelo resultado da simulação.

Quais informações o simulador do INSS apresenta?

Após seguir o passo a passo acima, o simulador do INSS vai informar:

Quais informações o simulador do INSS não apresenta?

O simulador do INSS pode ser uma ferramenta muito útil para obter algumas informações mais básicas sobre a sua aposentadoria.

Porém, não é a ferramenta mais completa para essa finalidade.

Infelizmente, o simulador do INSS não apresenta algumas informações importantes:

  • O tempo de contribuição é calculado apenas com base no Extrato de Contribuições (CNIS) sem considerar outros períodos que também devem ser contados como tempo de contribuição;
  • Algumas regras de aposentadoria importantes não são analisadas pelo simulador;
  • O simulador não apresenta projeções quanto ao valor da aposentadoria; e
  • Não faz análise de custo-benefício entre as opções existentes.

Eu vou explicar cada uma dessas “falhas” para que você entenda melhor.

Tempo de contribuição no simulador do INSS

Ao apresentar o resultado da simulação, o simulador do INSS calcula o seu tempo de contribuição com base exclusivamente nas informações do Extrato de Contribuições (CNIS).

Todavia, há diversos períodos que devem ser contados como tempo de contribuição, mas que dificilmente constam no CNIS de forma “automática”. Por exemplo:

  • Reflexos de reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho;
  • Atividade rural a partir dos 12 anos;
  • Período remunerado ou com algum tipo de benefício/assistência (assistência médica, alojamento, alimentação, etc.) como aluno-aprendiz em escola técnica (SENAI/SENAC, por exemplo);
  • Período como ministro(a) de confissão religiosa (seminarista);
  • Serviço militar obrigatório;
  • Pesca artesanal;
  • Conversão de tempo especial para quem exerceu atividade insalubre ou periculosa;
  • Entre outras hipóteses.

Assim, o tempo de contribuição calculado pelo simulador do INSS não necessariamente está correto.

Com isso, o próprio resultado da simulação pode acabar sendo equivocado.

Regras de aposentadoria

O simulador do INSS analisa somente 7 regras de aposentadoria:

  1. Regra geral antiga da aposentadoria por idade urbana (direito adquirido);
  2. Principal regra de transição da aposentadoria por idade urbana;
  3. Regra geral antiga da aposentadoria por tempo de contribuição (direito adquirido);
  4. Pedágio de 50% (regra de transição da aposentadoria por tempo de contribuição);
  5. Pedágio de 100% (regra de transição da aposentadoria por tempo de contribuição);
  6. Idade progressiva (regra de transição da aposentadoria por tempo de contribuição); e
  7. Aposentadoria por pontos (regra de transição da aposentadoria por tempo de contribuição).

Porém, há diversas outras regras de aposentadoria que não são analisadas pelo INSS.

Por exemplo, além da aposentadoria por idade urbana, existe a rural, a dos professores e a das pessoas com deficiência. Nenhuma dessas regras é analisada pelo simulador.

Na aposentadoria por tempo de contribuição, também não são analisadas as opções para professores e pessoas com deficiência, que também têm regras diferenciadas.

Além disso, também não são consideradas as opções de redução do tempo de contribuição para contribuintes que, em algum momento da vida, exerceram atividades insalubres ou periculosas com a conversão de tempo especial.

Incrivelmente, o simulador também não considera as novas regras de aposentadoria criadas pela reforma da previdência (não estou falando das regras de transição, mas sim das novas regras de aposentadoria).

Por fim, também não são analisadas as opções de aposentadoria especial.

Todas essas lacunas ainda possuem variações que acabam deixando o simulador do INSS extremamente incompleto em alguns casos.

Projeções de valor da aposentadoria

Cada regra de aposentadoria possui a sua própria regra de cálculo.

Em geral, o valor da aposentadoria é calculado a partir da média dos seus salários de contribuição e do seu tempo de contribuição.

E há diversos fatores no presente que podem afetar o valor da sua aposentadoria no futuro. Por exemplo:

  • A categoria de contribuinte que você está enquadrado (empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual, segurado especial ou facultativo);
  • A alíquota de contribuição que você está recolhendo atualmente (5%, 7,5% a 14%, 11% ou 20%);
  • O valor sobre o qual você está recolhendo essas contribuições atualmente (que pode variar entre o salário mínimo e o teto do INSS); e
  • A quantidade de tempo que você ainda pretende contribuir antes de pedir a aposentadoria.

A depender desses fatores, você pode reduzir ou aumentar o valor da aposentadoria que receberá no futuro. Porém, o simulador do INSS não informa nada disso.

Análise de custo-benefício

Outra informação que o simulador do INSS não apresenta e que é essencial para decidir a melhor regra de aposentadoria para cada caso é a análise de custo-benefício entre cada uma das opções existentes.

Como eu disse antes, cada regra de aposentadoria possui a sua própria regra de cálculo.

Por isso, algumas regras podem pagar benefícios com valor menor, porém mais cedo. E outras podem pagar benefícios com valor maior, porém um pouco mais tarde.

Isso vai depender de cada caso.

O que você precisa saber é que nem sempre vale a pena se aposentar pela primeira opção de aposentadoria possível (mais cedo).

Por outro lado, não necessariamente vale a pena aguardar mais alguns anos para se aposentar com um valor maior.

Você só vai conseguir identificar a melhor regra de aposentadoria para o seu caso por meio de uma análise de custo-benefício com uma comparação do retorno a ser obtido em cada uma das regras possíveis.

Nessa análise de custo-benefício, você deve considerar quanto ainda terá que pagar ao INSS para se aposentar, quanto deixará de receber se optar por uma regra em vez de outra, quanto poderá receber em cada um dos cenários possíveis e qual a projeção de rendimentos conforme a sua expectativa de vida.

Infelizmente, o simulador do INSS também não faz essa análise de custo-benefício.

Cuidados antes de usar o simulador do INSS

Como eu expliquei, o simulador do INSS ainda possui algumas falhas e lacunas que não permitem que o contribuinte possa confiar integralmente nas informações apresentadas.

Por isso, é importante adotar uma série de cuidados antes de usar essa ferramenta.

Assim, você vai evitar que a ferramenta acabe prejudicando a sua aposentadoria.

Eu considero essencial adotar os 3 cuidados abaixo na hora de usar o simulador do INSS:

  1. Entender que o simulador do INSS é uma ferramenta útil, porém incompleta;
  2. Verificar quais correções são necessárias em seu CNIS (datas de início e fim dos vínculos, vínculos sem data fim, ausência de vínculos, vínculos fracionados, ausência de salários de contribuição, salários de contribuição com valor errado, salários de contribuição abaixo do mínimo, indicadores, entre outras); e
  3. Compreender se há outras regras de aposentadoria mais vantajosas que podem ser aplicadas ao seu caso além daquelas apresentadas pelo simulador do INSS.

Posso confiar no simulador de aposentadoria do INSS?

Como eu disse, o simulador do INSS pode ser uma ferramenta muito útil para você compreender a sua situação previdenciária e obter algumas informações mais básicas sobre as suas opções de aposentadoria.

Porém, você não pode confiar integralmente no simulador do INSS por conta das inúmeras falhas e lacunas que ainda existem no sistema.

Para ter certeza de que as informações apresentadas pelo simulador do INSS estão corretas, você precisa conhecer profundamente as regras de aposentadoria aplicáveis ao seu caso.

Ou seja, você deve saber quais períodos podem ser contados como tempo de contribuição além daqueles que já constam em seu Extrato de Contribuições (CNIS) para identificar as correções necessárias.

E também deve compreender as regras de aposentadoria que podem ser aplicadas ao seu caso além daquelas apresentadas pelo simulador do INSS.

Na prática, o simulador do INSS até pode servir como uma “referência”.

Mas não pode nunca ser considerado a única fonte de informação para você programar a sua aposentadoria.

Qual a melhor forma de simular a aposentadoria?

Lembra que falei que há 3 opções principais de simulador de aposentadoria?

Além do simulador do INSS, há calculadoras disponíveis na internet e a simulação realizada em uma consulta ou planejamento previdenciário.

Cada uma dessas opções de simulador pode ser útil a depender das circunstâncias e das expectativas do contribuinte.

Como eu expliquei antes, o simulador do INSS possui diversas deficiências que o tornam insuficientes em algumas situações.

Por outro lado, as calculadoras disponíveis na internet servem para análises mais simples.

Por exemplo, para ajudar a calcular o tempo de contribuição ou fazer uma projeção da primeira data na qual você poderá pedir a aposentadoria.

Dessa forma, a opção mais segura de simulação de aposentadoria que você vai obter será realmente por meio de uma consulta ou planejamento previdenciário.

Simulação de aposentadoria na consulta previdenciária

Você pode obter uma simulação de aposentadoria totalmente confiável em uma consulta previdenciária.

A consulta previdenciária é o procedimento pelo qual uma pessoa que precisa resolver um problema previdenciário recebe esclarecimentos e orientações de um especialista.

Normalmente, a consulta previdenciária dura pelo menos 1 hora e pode ser presencial ou online.

Para realizar a consulta, o especialista contratado deve fazer um estudo do seu histórico previdenciário e da documentação previdenciária do cliente (CNIS, Carteiras de Trabalho, CTC, PPP, entre outros).

E, assim, vai apresentar uma simulação completa com todas as opções possíveis para a sua aposentadoria.

Simulação de aposentadoria no planejamento previdenciário

Além da consulta previdenciária, o contribuinte também pode obter uma simulação de aposentadoria por meio de um planejamento previdenciário com um especialista.

O planejamento passa por todas as etapas da consulta previdenciária e ainda inclui um relatório completo com uma análise de custo-benefício de todas as opções existentes para a sua aposentadoria.

Com um planejamento previdenciário, você vai saber exatamente o que precisa fazer, quanto precisa pagar e quanto tempo precisa contribuir para se aposentar com a melhor aposentadoria possível.

É melhor simular a aposentadoria em uma consulta ou planejamento previdenciário?

Como eu disse, a melhor alternativa para simular a sua aposentadoria é procurar um advogado especialista em INSS para uma consulta ou planejamento previdenciário.

Porém, entre essas 2 alternativas, qual é a realmente a melhor?

Isso vai depender das circunstâncias de cada caso, principalmente da necessidade de projeções de aposentadoria para o futuro com alteração sobre o valor das suas contribuições previdenciárias.

E também da necessidade de uma análise de custo-benefício para comparar todos os cenários possíveis.

Ou seja, se o seu caso demandar apenas uma análise aprofundada do seu histórico de contribuições com a simulação de aposentadoria em apenas 1 cenário ou somente 1 regra, a consulta pode ser a alternativa mais recomendável.

Afinal, você não vai precisar comparar diversos cenários nem receber um relatório completo com uma análise de custo-benefício.

Por outro lado, se precisar também de projeções de aposentadoria conforme mais de uma regra e com alteração de salários de contribuição, bem como de uma análise comparativa de custo-benefício entre todos estes cenários, o planejamento previdenciário pode ser a melhor opção.

Na prática, o ideal é você procurar um escritório de advocacia especializado em Direito Previdenciário e apresentar a sua demanda para que o melhor caminho seja ofertado.

Somente assim você vai conseguir simular a sua aposentadoria de maneira realmente confiável.

Conclusão

Há diversas opções de simulador de aposentadoria que podem ajudar o contribuinte a se programar para a aposentadoria.

O simulador do INSS é apenas uma dessas opções e pode ser acessado até mesmo pela internet.

Porém, o simulador do INSS apresenta algumas falhas e lacunas que o tornam pouco confiáveis a depender das circunstâncias e das expectativas de cada contribuinte.

Por isso, você também pode optar procurar um especialista para obter uma simulação de aposentadoria em uma consulta ou planejamento previdenciário.

Caso tenha interesse, o nosso escritório está à disposição para ajudar.

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